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riscos_e_rabiscos

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Coisas que me irritam profundamente!

De manhã levantei-me cedo e fui saborear a forte chuva que caía, indo até à pastelaria beber um café (que mo pagaram e por isso poupei 0,55 cents!) Como precisava de uma fitinha para um trabalho que tenho em mãos, fui à retrosaria aqui do sítio.

 

Cheguei lá, estava uma senhora a ser atendida mas como ela ia querer muita coisa e eu não, a dona da retrosaria passou-me à frente para me despachar. Enquanto era atendida, chegam mais duas senhoras. Como o que eu pretendia não havia, dei meia volta, peguei no meu chapéu de chuva e vim para casa.

 

Ainda mal tinha chegado a casa, tocam insistentemente à campainha. Vou abrir a porta a meio da troca de roupa de andar por casa e vejo uma senhora aqui da rua. Pensei que se tivesse enganado no andar, coisa que é muito comum entre a casa da minha mãe e a de uma vizinha.

 

Assim que me vê, a mulherzinha diz-me:

 

- Olhe trouxe o meu chapéu de chuva da retrosaria...

 

Achei aquilo estranho, mas mesmo tendo a certeza que tinha trazido o meu, fiquei na dúvida. Sei que sou meia despassarada mas em toda a minha vida nunca me enganei numa coisa assim do género. Os despassaramentos têm a ver com coisas minhas, pessoais.

 

Fui buscar o chapéu para ter a certeza absoluta de que era mesmo o meu e não um outro parecido ou até igual. Era mesmo o meu pois tem uma marca no cabo. Estendi o chapéu à mulher, mostrando-lho, ao mesmo tempo que lhe dizia:

 

- O chapéu que eu trouxe foi o meu, que é este...

 

Ela responde-me:

 

- Mas trouxe o meu chapéu... só lá estava você, outra senhora que ainda lá ficou e eu com a Dona não-sei-quantas...

 

Repeti, estendendo-lhe o chapéu:

 

- Desculpe mas o chapéu que eu trouxe é este e é o meu... veja lá, apalpe.. ainda está a pingar...

 

A estúpida da mulher voltou a dizer-me que eu tinha trazido o chapéu dela, o que me fez começar a deitar fumo pelas orelhas. Então não viu que não era o chapéu dela? Das duas uma, ou queria um chapéu novo (coisa que o meu não é) ou já nem reconhece o seu próprio chapéu de chuva!

 

Já danada, disse à mulher:

 

- Mas pegue lá no chapéu e veja se é o seu (coisa que ela não fez)... Veja lá se não foi a outro lado antes e tenha sido aí a troca de chapéus... é que por acaso este é o meu único chapéu de chuva, não tenho mais nenhum!

 

A mulher respondeu-me que "não" muito pouco convicta e ao mesmo tempo a desconfiar do que lhe dizia!!! Acreditam nisto?!?

 

Conclusões a tirar:

 

- o melhor a fazer é colocar uma etiqueta com o meu nome no chapéu, tal qual se fazem com as coisas dos miúdos, ainda assim não venha outra louca qualquer reclamar um chapéu que é MEU;

 

- lembrar de JAMAIS largar o meu chapéu de chuva onde quer que vá, mesmo que estaja a escorrer que nem torneira aberta... assim evita-se confusões.

 

- se há coisa que me tira do sério é desconfiarem de mim... eu não minto e nem o sei fazer e ainda por cima com a porra do chapéu à frente dos olhos, o raio da mulher não viu que não era o dela?!?

 

AAAARRRRRGGGGGHHHH! {#emotions_dlg.evil}

Monday.

 

As segundas-feiras deviam ser abolidas da semana. Ponto final. Podiam transformá-las em mais um dia do fim-de-semana (decerto ninguém se importaria), num feriado semanal, ou noutra coisa qualquer… mas que devia ser um dia a ser suprimido, devia!

 

Acordei a sentir-me um zombie, depois de uma noite de insónia terrível. Tive esperança que o despertador tivesse adormecido mas, como sempre, foi pontual e estridente.

Quando coloquei um pé fora da porta de casa, levei com uns salpicos em cima. “Mau, chuva não dá muito jeito”, sussurrei aos meus botões enquanto olhava os céus, para ver se algum deus se encontrava por lá para meter a cunha ao São Pedro.

 

Após engolir o meu café-despertador matinal, entrei no colégio para organizar os putos e arrumar as tralhas. Nem sonhava eu o que iria acontecer.

Já todas as crianças estavam a postos e impacientes para se enfiar no autocarro e ir para a beach e autocarro… nada!

 

Os autocarros das outras turmas partiram todos contentes cheios de agitação enquanto nós… nos sentámos nas escadas da entrada com os olhos postos no fundo da rua, desejando fervorosamente que viesse. Depois do pedido de desculpas e da justificação de se ter “perdido”, lá partimos nós com 1 hora de atraso, profes e auxiliares furibundas e putos endiabrados. Até uma menina do 1º ano me disse “ó teacher os senhores deviam ser mais responsáveis e deviam chegar a horas”. Glup!

 

A água do mar estava terrivelmente fria e com fortes ondas. Tantinho que eu gosto de água mas hoje parecia que estávamos a entrar numa arca congeladora. Sinceramente, até me senti uma dourada congelada. Brrr!

 

Chegada a hora de regressar, enfiámo-nos nos autocarros rumo a Lisboa. Ao subir em direcção aos céus, que é como quem diz ao convento, não é que saltou uma roda de um “#$)%/”#/% de um jipe, o que provocou uma paragem geral do trânsito nos dois sentidos?! E a polícia? Qual polícia?! O que é isso?! Ah, devem ter sido uns senhores que pararam lá mas como não tinham sido chamados para o evento, rabiscaram qualquer coisa numa folhitas e deram de frosques…

 

Resultado: uma hora de espera, dois “pilotos” (segundo um menino do 1º ano, lol!) mal-encarados, 2 profes e 2 auxiliares desesperadas e resmas de crianças aflitas para verter águas e aconchegar o estômago.

 

Para terminar o dia maravilhoso, mesmo ao chegar a casa, levei com um “bafo sovacal” capaz de exterminar o pior dos monstros alienígenas. Consegui manter-me consciente até chegar a casa nem sei como.

 

Valia a pena ou não eliminar esta segunda-feira?!

 

A Professora é Estúpida!

 

Tenho de deixar aqui um desabafo, partilhar uma coisa convosco.

Ontem, como sempre, à última hora tive a aula do meu 4º ano. Cheguei lá atrasada praí um minuto. Bato à porta e abro-a. Deparo com uma cena aterradora. Perguntei se podia entrar, depositei as minhas coisas em cima da secretária e encostei-me a ela em silêncio.

 

Estava estupefacta com aquilo que os meus olhos viam mas mantive-me em silêncio. Até as entranhas se me revoltaram. Como profissional que sou, não interferi na cena. Há um fenómeno chamado “desautorizar a professora”. Por isso, mantive-me leda e queda.

 

A prof. de música estava completamente histérica e descontrolada. Olhos fora de órbita, completamente vermelha e esganiçada a gritar com alguns alunos. Um dos alunos chorava desalmadamente, outros dois tiveram a “audácia” de lhe responder ao que ela estava a dizer. Ela ainda se passou mais. Esticou o indicador direito, espetou-o em direcção ao nariz do miúdo e com a outra mão segurou-o por um braço. A cara dela ficou a 2 cm da cara do miúdo. Pensei que ela se iria armar em Hannibal, the canibal. Estava mesmo a vê-la dar-lhe uma dentada. O miúdo que chorava desalmadamente estava completamente alterado e rangia e cerrava os dentes de raiva. Finalmente, a brutamontes pegou nas coisas dela – quase que levava a cadeira dos profs atrás – e foi-se embora.

 

Pensei imediatamente “mais uma vez esta energúmena me estragou a minha aula!”. Os miúdos estavam super nervosos e revoltados e eu só os ouvia dizer que era “injusto”.

Pensei que o melhor era o assunto ficar por ali e ir embora com a brutamontes. Por isso, comecei a minha aula por dizer que não queria saber o que tinha acontecido e que queria que eles se acalmassem. Pedi para fazerem um minuto de silêncio e mandei o aluno choroso ir lá fora dar uma voltinha para se acalmar e lavar a cara.

A coisa acalmou mais um pouco mas houve um constante burburinho pois a turma estava solidária com o aluno choroso e sentiam-se todos extremamente injustiçados.

 

Dei a minha aula num ambiente de cortar à faca e, às tantas, também eu tive que levantar a voz, pois apesar de tudo, a matéria era nova e eles tinham que tomar atenção para perceberem. Contudo, eu estava do lado deles e seria a primeira a defendê-los.

 

Como sempre o A., não fez absolutamente nada na aula. A pedido do Dr., levei-o junto dele para que o aluno explicasse o porquê de não ter feito nada na aula. E até é muito inteligente. Eu aí pus a boca no trombone e perguntei ao A. se ele estava assim por causa do que se tinha passado em música. Para variar o A. não respondeu e ainda levou uma descasca do Dr.. E foi aí que eu disse que se passou algo na aula, que eu não sabia o quê, e a turma estava toda nervosa. O Dr. Fez uma expressão de furibundo e disse que no dia seguinte iria ver isso.

 

Quando me vim embora fui escoltada por 4 alunas abraçadas a mim e foi aí que elas me contaram o acontecido. Parece que um grupo de alunos partiu um instrumento a um aluno e a prof. disse que tinham todos que pagar. Resumidamente foi isto.

Acho que não valia a pena uma estupidez tão grande. E só mais uma perguntinha, se eu todos os dias conto ao Dr. como a turma se portou e se houve problemas, porque é que a brutamontes não contou o sucedido? Encontrei uma encarregada de educação a quem também referi que “se passou algo na aula de música”.

 

A brutamontes é mesmo embirrante. Ninguém a grama. Vamos lá ver as cenas dos próximos acontecimentos.

 

E se Confundissem a sua Filha com a Maddie?

                           

 

Eu não vos disse que o ventinho frio me tinha posto doentinha? Ah pois é. Ontem doía-me a garganta e hoje acordei constipada. Não sei onde é que a sacana da constipação me apanhou… Quer dizer, quando andou aqui o pessoal todo doente, passou-me ao lado mas agora que não está ninguém doente resolveu vir-me bater à porta? Mau…!

 

Ontem fui tomar o meu (des)café da praxe e quando vinha a subir a rua até já estava a ver tudo aos quadradinhos. Super tonta da cabeça (quer dizer, estava mais tonta do que já sou habitualmente), a sentir-me muito estranha e sonolenta. Assim que cheguei a casa, tomei um comprimido e estendi-me na cama. Estava mais que podre. E sem motivo aparente!

 

Encontrei a irmã de uma das minhas amigas de infância. Trocamos umas breves palavras pois ela tinha o carro mal estacionado e de porta escancarada. Aproveitei para espreitar o seu rebento mais novo: a R.. Comentei com ela que a R. estava muito parecida com ela. Ela respondeu-me “pensei que ias dizer que ela estava parecida com a Maddie.”Aí eu tive um clique! Olhei para a R. com mais atenção. Entretanto a minha amiga diz-me: “Nem imaginas os problemas que tive em Espanha com ela. Tive a polícia atrás de mim e montes de pessoas fizeram denúncias porque pensavam que ela era a Maddie!

Observei atentamente a R. e realmente ela é igualzinha: loira, de olhos azuis, o mesmo tipo de feições e têm sensivelmente a mesma idade.

Como se distinguem? Para já são de pais diferentes. Depois a R. tem um cabelo liso mas diferente do da Maddie, não tem a mancha no olho e tem os dentes mais afastados do que a Maddie. Passavam por irmãs gémeas perfeitamente. É impressionante como são idênticas.

Acabei por não saber muitos mais pormenores desta história porque, entretanto, surgiu um carro que não conseguia passar e ela teve de arrancar. Posteriormente saberei mais pormenores e depois conto-vos.

 

Termino com uma pérola de uma menina do infantário lá do colégio: “S. a professora pediu muitos elásticos”, diz uma das meninas. A outra acrescenta “mas elásticos daqueles que esticam!!!”

Risota geral! :)

 

Coisas da Vida

                                       

 

Ia eu muito descansadinha de revistinha na mão beber um (des)café, quando deparo com uma multidão à porta da escola primária perto da minha mãe.

Não parei, segui o meu caminho sempre a olhar para o lado e na esperança de não embater com uma árvore ou alguém, pois estranhei tanta gente ali. Principalmente porque não era hora do recreio. Ouvi uma voz exaltada aqui, outra ali mas não percebi bolhufas… “ok, pensei eu, pelo menos não andam à batatada…”

Entrei no café, pedi o meu (des)café da praxe e comentei com o senhor J. que devia haver confusão ali na escola.

Depois reparei que, ao balcão, se encontrava uma fulaninha daquelas sem maneiras nenhumas a mandar postas de pescada para o ar. Estão a ver aquelas fulaninhas com mau aspecto, mania que são espertas e que têm de falar muito alto para ecoar por Portugal e arredores? Era uma dessas.

Só então percebi o porquê. Esta escola está altamente recheada de ciganos. Então acontecem coisas do arco da velha, tipo os putos levarem facas para a escola e ameaçaram auxiliares, colegas e profes, ciganas a espancarem auxiliares, etc.

Hoje o motivo, pelo que ouvi, foi a pistola que um cigano tinha levado para a escola. Não houve nenhum disparo, concerteza. Mas os pais estavam a manifestar-se, o pessoal da escola boicotou as aulas, portanto, não houve aulas para ninguém e as crianças afixaram cartolinas com desenhos elaborados por elas a exigir mais segurança.

Parece que já ontem tinha havido confusão na escola com umas ciganas.

Exijam mais segurança ao ministério. Só quem trabalha nas escolas é que vê na m****a em que a maioria delas se transformou. E é melhor calar-me para não começar a desfiar o meu rosário… :X

 

Mas o que me fez ganhar o dia hoje foi uma situação muito engraçada. Fui dar explicação a minha casa. E ia caminhando, calmamente pela rua, com os olhos postos no chão e a pensar na morte da bezerra. Passei por um café onde estava sentado um velhote na esplanada. Conforme passo, oiço-o dizer-me “Oh menina, não esteja triste!” Eu achei um piadão e respondi-lhe com um sorriso” não estou, não…” e prossegui o meu caminho. Mas depois fiquei a pensar: será que ando com uma expressão tão triste que até os que não me conhecem de lado nenhum notam? É que no colégio também notam que estou triste e estão sempre a perguntar-me se estou bem.

Antigamente a minha imagem de marca era o meu sorriso… será que estou a perdê-la?